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Apneia do sono: compreender e prevenir

Já sabemos que os diabéticos podem ter apneia do sono. Mas o que é esta condição que faz com que os sonos (e a respiração) sejam tão agitados?

A apneia do sono é um problema de saúde que é caracterizado por uma respiração anormal durante o tempo em que está a dormir. Ou seja, pessoas com a doença experienciam múltiplas pausas na respiração enquanto dormem. Estas, chamam-se apneias. O resultado? Sono com pouca qualidade e, mais grave, falta de oxigenação no corpo que leva a outros problemas de saúde.

 

A apneia do sono é uma das doenças do sono mais comuns. Pode afetar crianças e adultos. E pessoas de ambos os sexos (ainda que mais os homens). A DGS estima que a prevalência em homens adultos varie entre 1% e 5 % . Diferentes estudos apontam para números entre os 3% e os 28 %, sendo que cerca de metade apresenta um quadro moderado a grave.

 

Como é comum os doentes com diabetes tipo 2, mas também com o tipo 1, poderem apresentar quadros de apneia do sono, este tema reveste-se de especial importância nessas populações.  

Tipos de apneia do sono

Há 3 tipos de apneia:

 

1. Apneia Obstrutiva do Sono (AOS). Quando a via respiratória no fundo da garganta fica fisicamente bloqueada.

2. Apneia Central do Sono (ACS). Quando há um problema neuronal que traz complicações no controlo dos músculos responsáveis pela respiração.

3. Apneia Mista do Sono (AMS). Quando estamos na presença de ambas as condições na mesma pessoa.

 

Geralmente, quando pensamos em apneia do sono, é em AOS que estamos a pensar.

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A diabetes e a apneia do sono

Causas e fatores de risco

As causas mais comuns para o aparecimento do probelma são:

 

  • Anatómicas. A posição do pescoço, maxilar, língua, etc.
  • Obesidade. Em 60% dos casos.
  • Uso de substâncias sedativas (por exemplo, álcool). Por criarem relaxamento muscular na zona da garganta por onde o ar passa.
  • História familiar da doença.
  • Tabaco.
  • Dormir de barriga para cima.
  • Congestão nasal.
  • Alterações hormonais. Como o hipertiroidismo e outras.

 

Ainda assim, é mais provável que pessoas com as seguintes características desenvolvam a doença:

 

  • Propensão genética.
  • Género. Como já vimos, os homens são mais propensos à apneia do sono.
  • Idade. Os idosos são um grupo de risco.

Sintomas da apneia do sono

Os sintomas, e a que deve estar atento, são diferentes durante o dia e durante a noite. No segundo tipo, é possível que tenha de recorrer à pessoa com quem dorme para que lhe relate alguns deles.

 

De Dia

 

  • Acordar cansado, com a sensação de que o sono não foi reparador.
  • Sentir sonolência diurna excessiva. Aqui, falamos de um simples adormecer a ver televisão ou a ler, até adormecer ao volante!
  • Acordar com a boca seca.
  • Ansiedade e alterações de humor.
  • Dificuldade de concentração e memória.
  • Dores de cabeça frequentes, sobretudo de manhã.
  • Problemas sexuais, com dificuldade ou incapacidade de ereção no caso dos homens.

 

De Noite

 

  • Ressonar de intensidade variável e interrompidos por pausas na respiração.
  • Sono agitado, com exagerada transpiração corporal.
  • Despertares súbitos com sensação de sufocação e engasgamento.
  • Levantar-se várias vezes para urinar.
  • Perceção de sonhos frequentes.

Porque pode a apneia do sono ser grave

A apneia do sono pode levar a privação de sono devido às constantes interrupções e sono leve. Esta, pode trazer problemas que afetam física, mental e emocionalmente a pessoa que dela sofre.

 

As alterações ao nível da oxigenação interferem diretamente com o metabolismo corporal. Portanto, se não for tratadas poderá resultar em vários tipos de doença cardiovascular. Sobretudo, a hipertensão arterial (tensão alta), doença cardíaca, AVC e mesmo ataque cardíaco.

 

Tratar, além de evitar os fatores de risco acima mencionados, é por isso fundamental. Claro que isso deverá ser feito junto do médico. Além de medidas gerais de tratamento, o médico pode chegar à conclusão de que necessita de um sistema de ventilação em casa, para usar enquanto dorme. Noutros casos mais graves, a cirurgia pode também ser uma opção.

Fontes

Referências

  • Sleep Foundation
  • Associação Portuguesa de Sono (APS)
  • DireçãoGeral da Saúde (DGS)
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