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Diabetes tipo 2: tudo o que precisa de saber

A diabetes tipo 2 é uma doença crónica muito associada ao estilo de vida. Descubra tudo sobre este tipo de diabetes, da prevalência à origem, fatores de risco, sintomas e tratamento.

A diabetes tipo 2 é uma doença crónica em que há uma produção insuficiente de insulina pelo pâncreas, ou uma capacidade do organismo em utilizá-la (também chamada de insulinorresistência). A insulina é fundamental para o metabolismo dos açúcares, gorduras e proteínas, promovendo a entrada da glicose (açúcar) nas células para a utilizar como fonte de energia. Assim, incapaz de entrar nas células, o açúcar permanece na corrente sanguínea resultando numa situação de hiperglicemia (níveis elevados de glicose no sangue).

 

Há quem chame coloquialmente a este tipo de diabetes a «diabetes dos adultos», uma vez que, por oposição à diabetes tipo 1, que tende a surgir subitamente em crianças e jovens, a diabetes tipo 2 é mais comum na idade adulta. Geralmente associada a um estilo de vida menos saudável, ao sedentarismo e ao excesso de peso, a diabetes tipo 2 pode, porém, surgir nos mais novos, uma tendência que tem vindo a crescer.

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Conhece as diferenças entre a diabetes tipo 1 e tipo 2?

Prevalência da diabetes tipo 2

Este é o tipo de diabetes mais comum em Portugal e no mundo, sendo hoje considerado um problema de saúde público. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que a prevalência da diabetes tipo 2 tenha subido para 422 milhões de pessoas, em 2014, em comparação com 108 milhões, em 1980, de acordo com a mesma fonte. Sabe-se ainda que a diabetes é a principal causa de cegueira, insuficiência renal, ataque de coração, acidente cerebrovascular (AVC) e amputação dos membros inferiores. Estima-se também que em 2016 cerca de 1,6 milhões de mortes tenham sido causadas pela diabetes e sabe-se que é, hoje, uma das principais causas de morte em todo o mundo.

 

De acordo com os dados mais recentes do Observatório Nacional da Diabetes, em 2015, a prevalência da doença entre adultos portugueses (dos 25 aos 79 anos) era de 13,%, ou seja, afetava mais de 1 milhão de pessoas em Portugal. No entanto, as estimativas dizem-nos que apenas 9,5% têm um diagnóstico confirmado de diabetes tipo 2, o que significa que há ainda 5,8% de casos por diagnosticar.

 

Na população portuguesa, a diabetes afeta mais os homens do que as mulheres. Além disso, a prevalência aumenta com a idade, sendo que cerca de um quarto dos portugueses entre os 60-79 anos vivem com a doença.

Fatores e populações de risco

Segundo a Associação Protetora dos Diabéticos em Portugal (APDP), qualquer pessoa pode vir a desenvolver diabetes tipo 2. Porém, há alguns fatores de risco conhecidos que devem servir de alerta e motivar a prevenção:

 

  • Pessoas com excesso de peso;
  • Mulheres que tenham tido diabetes gestacional ou bebés com peso superior a 4 kg;
  • História familiar de diabetes tipo 2;
  • Pessoas com síndrome metabólica (um conjunto de problemas que incluem hipertensão, triglicéridos e colesterol elevados, com níveis de colesterol LDL (colesterol «mau») elevados e de colesterol HDL (colesterol «bom») baixos;
  • Pessoas mais idosas;
  • Sedentarismo, assim como alimentação pouco saudável;
  • Quem toma alguns medicamentos (como por exemplo corticosteróides).

Os sintomas da diabetes tipo 2

Os sintomas clássicos da diabetes tipo 2 são:

 

  • Urinar frequentemente;
  • Sede;
  • Cansaço;
  • Comichão, sobretudo na zona genital;
  • Emagrecimento.

 

Ao contrário dos sintomas da diabetes tipo 1, que surgem repentinamente, já os sintomas da tipo 2 são mais subtis, podendo mesmo passar despercebidos e, por esta razão, levar a que haja um diagnóstico tardio da doença. Segundo a OMS, «a doença pode ficar muitos anos sem ser diagnosticada até depois de as complicações terem surgido».

 

Por isso, quando a doença é diagnosticada tardiamente é possível estarem presentes sintomas como:

 

  • Diminuição da visão ou outros problemas visuais.
  • Mãos e pés dormentes ou com formigueiro.

Qual a estratégia de tratamento?

Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, melhor é o prognóstico da doença e o seu impacto a longo prazo.

 

O tratamento mais adequado bem como as medidas complementares são as recomendadas pelo médico especialista. Tal como noutros tipos de diabetes, o principal objetivo é manter os níveis de açúcar no sangue dentro dos parâmetros aconselhados para que a pessoa possa viver com qualidade e evitar as complicações associadas à diabetes (como a retinopatia diabética, as doenças cardiovasculares ou renais, entre outras).

 

Tratando-se de uma doença crónica, não há hoje uma cura para a diabetes tipo 2: o tratamento deve ser contínuo, ao longo da vida. Dependendo da gravidade da doença, os níveis de hiperglicemia podem ser corrigidos com recurso a medicação (comprimidos ou insulina). Normalmente, a administração de insulina (insulinoterapia) reserva-se apenas para os casos de diabetes tipo 2 mais avançados, que já não respondem à medicação.

 

Além disso, é essencial adotar um bom estilo de vida. A alimentação tem um papel fundamental no tratamento da diabetes, ajudando a controlar os níveis de glicose (açúcar) no sangue e a manter um peso saudável.  Por outro lado, o exercício físico é também aconselhado a todas as pessoas que vivem com diabetes tipo 2, pois ajuda a reduzir a insulinorresistência, melhora a circulação e é útil igualmente para controlar o peso eficazmente.

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Os benefícios do exercício na diabetes

Todas as pessoas que têm este tipo de diabetes devem fazer um controlo apertado dos seus valores de glicemia: orientados pelo médico devem fazer análises regularmente, assim como manter uma boa autovigilância dos seus níveis de glicose sanguíneos. Afinal, o controlo e prevenção são dois aspetos fundamentais de um tratamento que se faz a pensar na qualidade de vida.

 

Fontes

Referências

  • Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP)
  • Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD)
  • World Health Organization (WHO)
  • WebMD
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