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Diabéticos em viagem

Não deixe que a diabetes o impeça de viajar. Planeie a sua viagem com a ajuda do seu médico e faça as malas sem esquecer a medicação e os dispositivos imprescindíveis para a sua saúde.

A ciência avançou ao ponto de garantir uma vida normal aos diabéticos que têm a doença controlada. Ou seja, diabéticos em viagem não é uma exceção. Se é esse o seu caso, saiba o que deve fazer antes e durante a viagem para que tudo corra bem, mesmo longe de casa e da sua rotina habitual. Ter sempre consigo a medicação e ter cuidado com o que come são a base para desfrutar de umas férias perfeitas. Não se esqueça também de fazer um seguro de viagem.

Diabéticos em viagem

Antes da partida

Depois de escolher o destino, o primeiro passo é «marcar uma consulta com o seu médico para planear a gestão da doença durante a viagem», diz-nos Claire Westmacott, investigadora e especialista em Saúde Pública, da International Association for Medical Assistance to Travellers (IAMAT). A nossa entrevistada lembra que deve pedir ao seu médico que escreva «uma carta detalhada sobre o seu estado de saúde, que inclua o tipo de diabetes que tem, os nomes genéricos e as marcas dos medicamentos que costuma tomar e as suas dosagens, bem como uma lista dos dispositivos de que necessita».

 

Nesta consulta, explica a investigadora, o seu médico  deve também planear a melhor forma de ajustar a ingestão de insulina aos fusos horários. «Se viajar para Este, vai perder tempo, logo poderá precisar de menos insulina intermediária ou de ação prolongada. Se vai viajar para Oeste, ganha tempo e poderá precisar de uma dose extra de insulina e comida.» Quem «toma medicação oral e vai viajar para um local com uma diferença horária de três horas ou menos deverá ajustar a sua ingestão em hora e meia, já em diferenças horárias maiores, deverá ser o médico a fazer o ajustamento», continua Claire Westmacott

 

Outro aspeto importante é verificar se tem as vacinas em dia e se o seu destino de férias recomenda algum tipo de vacinação. «As vacinas devem ser tomadas 4 a 6 semanas antes da viagem, período de tempo que dá para receber várias doses se for necessário e criar imunidade», refere a investigadora da IAMAT.

 

«Caso use uma bomba de insulina ou um medidor contínuo de glicose, avise a companhia aérea na qual vai viajar, pelo menos, 48 horas antes da partida, porque algumas requerem aviso prévio para passageiros que viajam com dispositivos médicos», alerta Claire Westmacott. Idealmente deverá entrar em contacto com um médico local que a possa assistir. «Na IAMAT, encontra uma lista de médicos que falam inglês», esclarece a especialista em saúde pública

 

Durante as férias

 

Para a viagem, leve a sua medicação na bagagem de mão e snacks para evitar casos de hipoglicemia. «Caso leve uma bomba de insulina e/ou medidor contínuo de glicose, avise a equipa de segurança do aeroporto, porque a passagem pelo aparelho de controlo pode danificá-los», recomenda Claire Westmacott, que sugere ainda que escolha os lugares junto ao corredor no avião, para poder andar durante o percurso.

 

Já no destino, teste a glicose assim que aterrar e depois faça-o com regularidade. «Comer alimentos desconhecidos, mudar os níveis de exercício e interromper a rotina pode afetar os níveis de glicemia», alerta Claire Westmacott. Devido aos danos nos nervos provocados pela diabetes, é comum a perda de alguma sensibilidade nos pés e isso faz com que possa não sentir dor. Por este motivo, a especialista em Saúde Pública aconselha verificar regularmente os pés para ver se tem ferimentos ou cortes, além de usar calçado confortável.

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Cuidados Alimentares

 

No que diz respeito à alimentação, «tente manter os horários das refeições e lanches e evite saltar qualquer um deles. Tenha sempre consigo snacks para o caso de as refeições se atrasarem», sugere Claire Westmacott. Pode ainda, como diz a investigadora da IAMAT, escolher os restaurantes antecipadamente e olhar para os menus que muitos estabelecimentos têm online ou telefonar para conhecer a ementa. Cuidado também com as porções – se forem muito grandes, pode partilhar ou levar o que sobra. «Não tenha vergonha de perguntar como os alimentos são cozinhados e de solicitar alterações. Por exemplo, peça frango assado em vez de frito ou opte por uma batata assada em vez de batatas fritas», ensina Claire Westmacott.

Na bagagem

Tudo o que tem de levar consigo para uma viagem

 

  • Leve insulina e utensílios para a duração da viagem e conte com um extra para o caso de atrasos no regresso, roubos ou perdas. Se for para áreas remotas, leve um kit de emergência Glucagon para tratar hipoglicemias severas;

 

  • Leve uma carta do seu médico, onde este detalhe as suas condições e a sua medicação. Pode ajudar a passar fronteiras e a comunicar com médicos e farmacêuticos locais;

 

  • Verifique se toda a medicação e seringas estão na sua embalagem origina;

 

  • Leve sempre a insulina na bagagem de mão porque as flutuações de temperatura do porão podem danificá-la;

 

  • Se vai viajar para climas muito quentes, leve um saco térmico para guardar a insulina; se, pelo contrário, for para climas extremamente frios, mantenha a insulina junto do corpo. Verifique também se o alojamento tem um local adequado para a guardar;

 

  • Se tem de tomar insulina, além desta, leve 2 medidores de glicemia (um na bagagem de mão e outro na de porão), pilhas extra, tiras de teste da glicemia, seringas, insulina de ação rápida, kit de emergência Glucagon, comprimidos ou géis de glicose de ação rápida.

 

Referências
  • Revista Saber Viver

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