artigo
imprimir

Insulinoterapia: quando e como

Descubra os vários tipos de insulina e saiba como, quando e onde podem ser usados, sem esquecer que só o médico pode aconselhar o tratamento mais adequado a cada doente.

Muitas das pessoas que têm diabetes passam a ter que administrar insulina todos os dias. Esta estratégia visa, sobretudo, controlar a glicemia, mas é também fundamental para evitar ao máximo as complicações provocadas pela doença.

 

A insulinoterapia é uma prática muitas vezes necessária e fundamental. Assim sendo, descubra os vários tipos de insulina e saiba como, quando e onde podem ser usados. No entanto, não se esqueça: só o médico pode aconselhar o tratamento mais adequado a cada doente.

 

A insulina é administrada no organismo normalmente pelos próprios doentes numa injeção ou numa caneta de insulina, um método mais prático. A injeção dá-se na região subdérmica (debaixo da pele) e pode ser aplicada em diversas zonas do corpo: no abdómen, na coxa, nas nádegas ou na parte de fora do braço. A hormona acaba depois por entrar na circulação sanguínea fazendo o efeito necessário.

Os tipos de insulina

A insulina é hoje sintetizada em laboratório. Há variações desta molécula que alteram a duração da hormona no organismo e o seu pico de atividade, altura em que atua mais fortemente na retirada da glicose do sangue.

 

– Insulina de ação rápida

 

A insulina de ação rápida começa a funcionar passados cerca de 15 minutos da injeção. Atinge o pico de atividade em uma hora e mantém-se ativa por 2 a 4 horas. É usada antes das refeições, tal como a insulina de ação curta, para gerir o aumento de glicose no sangue devido à digestão e absorção dos alimentos. Deve ser administrada entre 15 e 30 minutos antes do início da refeição.

 

– Insulina de ação curta

 

A insulina de ação curta (ou insulina regular) chega ao sistema circulatório em cerca de 30 minutos. Atinge o pico de atividade 2 a 3 horas após a injeção e mantém-se ativa até 6 horas. Tal como a insulina de ação rápida, deve ser administrada entre 15 e 30 minutos antes do início da refeição.

 

– Insulina de ação intermédia

 

A insulina de ação intermédia entra em circulação entre 2 a 4 horas. Atinge o pico 4 a 12 horas após a administração e mantém-se ativa 12 a 18 horas. Pode ser administrada duas vezes por dia.

 

– Insulina de ação prolongada

 

A insulina de longa duração atinge o sangue várias horas depois da injeção e mantém o nível de glicose baixo durante 24 horas e até um pouco mais. Tem, sobretudo, como função manter a glicose controlada ao longo do dia e é administrada uma vez por dia, à mesma hora.

artigo

22.

Hiperglicemia: o que é e o que fazer

Muitas vezes, os diabéticos usam ao longo do dia uma combinação de insulina de ação mais rápida com uma de ação mais lenta para controlar o nível de glicose durante as 24 horas. Por isso, estão também disponíveis no mercado as chamadas pré-misturas.

A insulinoterapia

Em geral, a melhor forma de manter a glicose controlada nas pessoas com diabetes tipo 1 é tomar 3-4 doses de insulina por dia. Por outro lado, a maioria dos indivíduos com diabetes tipo 2 toma 1 vez por dia. No entanto, e neste caso,  ao longo dos anos a doença pode agravar-se e as doses diárias podem subir até 3-4 por dia, segundo a American Diabetes Association (ADA).

 

Apesar das conhecidas características dos tipos de insulina, quer na diabetes tipo 1, quer na diabetes tipo 2, só o médico especialista poderá definir a quantidade de insulina diária e qual a combinação entre tipos de insulina adequada para cada doente. O metabolismo de cada organismo é único. Por isso, o controlo da diabetes depende de um equilíbrio entre a dieta, o exercício físico, a concentração de glicose no sangue e a quantidade de insulina que existe no organismo.

 

Em primeiro lugar, lembre-se de que o tratamento indicado para um doente pode não ser o melhor para outro. Além disso, é preciso ir monitorizando a glicose no sangue ao longo dos anos, já que a dinâmica da doença pode alterar-se e as doses podem deixar de estar ajustadas à nova condição do doente. Por fim, é fundamental continuar a fazer uma prevenção e controlo apertados da doença, sempre com o devido acompanhamento médico.

Fontes

Referências

  • Diabetes UK
  • American Diabetes Association (ADA)
  • DireçãoGeral de Saúde (DGS)
artigo
imprimir
anterior seguinte