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O papel da insulina rápida no controlo da diabetes

Existem vários tipos de insulina, diferentes entre si pelo seu tempo de ação: a insulina lenta, intermédia e rápida. Hoje vamos focar-nos na insulina rápida, mais precisamente no que é e para que serve.

A administração de insulina é um dos tratamentos para a diabetes e, como já temos vindo a falar, existem vários tipos de insulina diferentes. As várias insulinas disponíveis são:

 

  • Rápidas e ultrarrápidas;
  • Intermédias e lentas;
  • Mistas.

 

A insulina rápida distingue-se da insulina lenta pelo seu tempo de ação. A insulina rápida, para além de iniciar a sua ação mais rapidamente, tem um pico após um período de tempo relativamente mais curto. Mais precisamente, demoram cerca de 30 minutos a atuar a partir do momento da administração e o seu pico de ação ocorre passadas 2 horas. Isto significa que, a partir daí, a sua ação vai diminuindo de intensidade. Pelo contrário, a insulina lenta demora cerca de 1 hora a começar o seu efeito e a sua ação abrange todo o dia.

 

Por fim, as insulinas ultrarrápidas demoram ainda menos tempo a atuar e as insulinas intermédias são um pouco mais rápidas do que as lentas.

Para que serve a insulina rápida?

Existem diferentes tipos de insulina para mimetizar o funcionamento do pâncreas. O pâncreas envia insulina para o organismo quer de uma maneira constante (insulina basal), quer como resposta a um estímulo (insulina bólus). Esse estímulo é, naturalmente, a ingestão de alimentos. A insulina rápida pretende imitar a insulina que o pâncreas envia na altura das refeições. Portanto, a administração faz-se antes das principais refeições. Ao comermos, o nível de açúcar no sangue sobe de forma rápida e a insulina rápida atua logo, para que essa glicose seja utilizada e não se acumule, evitando, desta forma, a hiperglicemia.

 

A insulina rápida deve ser administrada com cuidado, pois se for dada em demasia pode levar a episódios de hipoglicemia. Além disso, o cálculo deve fazer-se com base na quantidade de hidratos de carbono de uma refeição e do valor de glicemia registado antes da refeição.

Quem precisa de insulina rápida?

As pessoas com diagnóstico de diabetes tipo 1 necessitam sempre de esquemas com insulina rápida, pois o seu pâncreas não é de todo funcional. No caso da diabetes tipo 2, normalmente é só precisa a insulina rápida em casos de mais difícil controlo da glicemia. De uma forma geral, quando é necessária terapêutica com insulina nos diabéticos tipo 2, esquemas com insulina lenta em conjunto com antidiabéticos orais costumam ser suficientes. Sem nunca esquecer, em ambos os tipos de diabetes, uma dieta equilibrada e saudável.

 

De qualquer maneira, o seu médico deve aconselhar que tipo de insulina é adequada para si, bem como o esquema e as unidades necessárias. Não se esqueça de ir regularmente às consultas, cumprir com a terapêutica e, caso faça insulina, registar todos os dias os níveis de glicemia.

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270.

O início do tratamento com insulina

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Fontes

Referências

  • Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP)
  • Diabetescouk
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