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Alimentos de marca ou marca branca?

As vezes no momento das compras, somos confrontados com um dilema: preferir alimentos de marca ou marca branca? A referência do mercado ou a poupança? Eis algumas considerações para o ajudar a fazer as melhores escolhas para a sua saúde.

Hoje em dia as prateleiras dos supermercado oferecem inúmeras opções do mesmo produto. E enquanto algumas embalagens são de marcas que por experiência ou publicidade nos são familiares, outras são de nome desconhecido. E outras, são até apenas chamadas pelo nome do distribuidor. Estes produtos são geralmente chamados produtos de marca branca ou própria, por terem apresentação menos elaborada e não serem alvo de publicidade.

 

A escolha entre inúmeras opções já é, por si, difícil. Mas quando a decisão é entre um produto conhecido de embalagem apelativa, a sua alternativa branca (e mais barata), a psicologia do consumo entra em jogo. Será a opção mais cara a melhor? O que estarei a comprometer ao escolher a marca branca? Qualidade? Saúde? Ou apenas nome e embalagem? Uma reflexão critica sobre as diferenças entre alimentos de marca e os de marca branca é necessária. 

Escolher a marca famosa, ou escolher a alternativa menos conhecida?

É importante lembrar que o preço por si não é um indicador de qualidade. Afinal, hoje em dia todos os produtos alimentares são submetidos a rigorosos controlos de qualidade definidos por lei. A apresentação, das embalagens e dos produtos de marca é frequentemente mais apelativa. Isto acontece, sobretudo, por um maior orçamento comercial que se reflete nos preços. No entanto, essa não deveria ser a motivação (ou a única motivação) para fazer uma escolha.

 

O sabor dos produtos de marca pode ser uma discriminante poderosa na escolha. Afinal, há receitas, fruto de tradição ou inovação, cujo gosto é tão característico que é difícil de substituir. Por um lado, é essencial saber se o sabor dos produtos de marca põe em causa seu perfil nutricional, seja devido a elevados níveis de sal, gorduras ou açúcares. Por outro lado, é difícil, muitas vezes, eliminar ou reduzir o conteúdo destes componentes sem que o consumidor mais fiel se sinta atraiçoado.

 

Sobre o sal, um estudo realizado no Reino Unido concluiu que os produtos «originais» têm quase sempre uma maior percentagem de sal que as alternativas de marca branca. Em Portugal, apesar de não existir um estudo comparável, um exercício realizado pelo jornal Público chegou ao mesmo resultado. Alimentos mais ricos em açúcares, gorduras ou sal são claramente mais saborosos, mas podem não ser a melhor escolha. Afinal, têm um papel no desenvolvimento de diabetes, cancro e doenças do foro cardíaco.

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A revolução das marcas brancas?

 

Muitos grandes distribuidores estão a redefinir o perfil nutricional dos seus produtos de marca branca. Isto para que os níveis de açúcar, gordura e sal estejam alinhados com as recomendações de saúde internacionais. (Já experimentou procurar os selos de aprovação nos produtos?.) E isto é possível, sobretudo, porque os grandes distribuidores, ao criar os produtos de marca branca, encontram expectativas mais baixas nos consumidores. No entanto, ultimamente o perfil nutricional dos produtos de marca branca é uma estratégia de diferenciação comercial face ao consumidor. Dessa forma, mesmo sem reconhecer o nome da marca, um consumidor atento, ao comparar rótulos, pode reparar que há produtos de marca branca nutricionalmente comparáveis ou superiores às marcas conhecidas.

 

Se ainda não tem o habito de comparar rótulos tente fazer esta comparação na sua próxima ida ao supermercado. Só assim poderá fazer uma escolha informada entre produtos de marca e produtos de marca branca. A sua saúde vai agradecer!

 

Por fim, junte-se à comunidade Diabetes 365º!

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