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Carne ou peixe: como fazer a melhor escolha

Fazem parte da mesma família de alimentos – as proteínas. Mas, como em todas as famílias, há diferenças. Faça as escolhas mais saudáveis.

As proteínas presentes na carne ou peixe são, depois da água, o componente mais importante do nosso organismo. São compostas por aminoácidos, moléculas comparáveis a pequenos tijolos e que se combinam de diversas maneiras, dando origem a diferentes tipos de proteínas, cada um com a sua «missão». Entre essas «missões» incluem-se:

 

  • Formação, manutenção e fortalecimento dos tecidos;
  • Criação da hemoglobina, componente essencial do sangue;
  • Formação dos anticorpos, que defendem o organismo das infeções;
  • Fornecimento de energia;
  • Transporte de substâncias que «alimentam» os tecidos orgânicos;
  • Regulação hormonal.

Escolher entre carne ou peixe?

Origem animal, mas não só

 

São 20 os aminoácidos que constituem a base de formação das proteínas: destes, 11 são fabricados pelo próprio organismo e 9 fornecidos pela alimentação.E qual é a primeira palavra que nos vem à cabeça quando pensamos em proteínas? Carne, certamente. E é verdade: a carne é uma das principais fontes de proteínas, mas não é a única, pois todos os alimentos de origem animal são bons fornecedores. Mais esquecidas são as proteínas de origem vegetal, como as leguminosas e que têm a vantagem acrescida de não possuírem gordura.

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313.

Quais são as gorduras boas da alimentação e porquê?

Há carne e peixe

 

Por fornecerem proteínas, que constituem cerca de 30% do nosso organismo, as carnes devem estar presentes na alimentação. Mas, nesta matéria, há escolhas mais saudáveis do que outras: é que as carnes vermelhas – da vaca e do porco, por exemplo, possuem mais gordura do que as carnes brancas – de aves. Entre estes 2 extremos ficam outras carnes, como a de coelho, borrego e javali, que possuem menos gordura do que as vermelhas mas que, ainda assim, devem ser consumidas em moderação. Mas isto não significa que se deva afastar as carnes vermelhas dos nossos pratos: é que, além das proteínas, elas são fonte de outros nutrientes essenciais: é o caso do ferro, um elemento fundamental na formação do sangue e que, por isso, é importante para prevenir a anemia; e é o caso do zinco, que contribui para o fortalecimento do sistema imunitário.

 

E as carnes brancas? A grande vantagem é possuírem menos gordura e menos «mau» colesterol – o coração agradece. Também fornecem proteínas, embora com menos valor biológico do que as que têm origem nas carnes vermelhas. E fornecem ainda sais minerais, como o fósforo e o potássio, além de vitaminas.

 

Lugar de honra para o peixe

 

O peixe é fornecedor de aminoácidos, os «tijolos» que formam as proteínas. E o valor nutritivo destas proteínas é superior ao da carne, além de que são mais facilmente digeridas. O peixe possui um menor teor de gordura. Mas existem diferenças: os peixes de carne branca, como a dourada, o robalo, a pescada e o linguado, têm menos gordura do que os de carne mais escura, como a sardinha, o atum e o salmão. Mas estes peixes mais escuros são, por outro lado, excelentes fontes de ácidos gordos ómega-3, com benefícios na prevenção das doenças cardiovasculares.

 

Todos eles são ainda bons fornecedores de vitaminas e sais minerais, o que reforça a importância de fazerem parte da alimentação diária.

 

No equilíbrio é que está o ganho

 

Em matéria de alimentação, saudável é sinónimo de equilíbrio – não é recomendável que se elimine um grupo de alimentos a favor de outro, pois todos têm os seus benefícios. O que é importante é consumir com moderação aqueles alimentos cujo teor de gordura é mais elevado. E, com pequenos gestos na confeção, é possível reduzir esse aporte de calorias. Como? Eliminando as gorduras visíveis, preferindo cozidos e grelhados a fritos. E, claro, integrando uma boa dose de legumes, boas fontes de vitaminas e fibras e alimentos saciantes – com muito «verde» no prato, o bife pode ser mais pequeno… O prazer mantém-se e a saúde também.

 

Por fim, junte-se à comunidade Diabetes 365º!

Referências
  • Revista pH

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