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Diagnóstico de pré-diabetes? Mude de vida

As análises são claras e o médico apresenta um diagnóstico de pré-diabetes. Antes de entrar em pânico, saiba que nem tudo está perdido. Ainda vai a tempo de reverter a situação. Leia este artigo para saber como.

Um diagnóstico de pré-diabetes é sério e deve ser encarado como um «último aviso». Ou seja, é a altura de mudar o estilo de vida porque ainda há tempo para reverter a situação. No entanto, se nada for feito, seguramente esta pré-diabetes avançará para uma diabetes tipo 2. E aí, já não haverá nada a fazer.

O que é a pré-diabetes?

A pré-diabetes é uma condição grave. Apesar de poder não manifestar sintomas, indica que um diagnóstico de diabetes está eminente. Ou seja, é o passo anterior a ter uma doença crónica, sem cura, dependente de medicação e de um controlo apertado da alimentação: a diabetes tipo 2.

 

Na pré-diabetes, os níveis de açúcar no sangue já são mais altos do que o normal. Simplesmente, ainda não estão altos o suficiente para se considerar diabetes. O corpo continua a lutar para tentar manter os níveis de glicose dentro de um intervalo saudável. Se o ajudarmos, alterando a nossa alimentação e estilo de vida, vamos conseguir reverter a situação.

 

Causas da pré-diabetes

 

Acredita-se que a pré-diabetes tenha origem numa resistência à insulina. Ou seja, as células começam a deixar de responder bem à hormona. Para compensar este facto, o pâncreas aumenta a produção de insulina. No entanto, este não consegue manter o ritmo durante muito tempo. Por isso, os níveis de açúcar no sangue começam a subir. A pré-diabetes é um sinal de que o corpo está a deixar de conseguir utilizar a insulina de forma eficiente. Se esse processo for revertido, podemos evitar que evolua para uma diabetes.

 

Mas por que é que isto acontece?

 

Os principais motivos que levam à resistência à insulina, são:

 

  • Alimentação desequilibrada – rica em alimentos açucarados e ultraprocessados, como doces, fast food e comida pré-cozinhada;
  • Excesso de peso e obesidade – com risco aumentado se houver acumulação de gordura na zona abdominal;
  • História familiar de diabetes tipo 2 – tem algum peso na propensão para desenvolver pré-diabetes, mas o estilo de vida pesa mais;
  • Idade – pessoas a partir dos 45 anos têm mais probabilidade de desenvolver a doença;
  • Tabagismo – a nicotina presente no tabaco diminui a sensibilidade das células à insulina;
  • Sedentarismo 

O diagnóstico de pré-diabetes

A pré-diabetes não costuma apresentar sintomas óbvios. As pessoas podem passar anos sem ser diagnosticadas. Aliás, muitas vezes, só se diagnosticam quando já atingiram a fase da diabetes tipo 2.

 

Alguns sintomas, se se manifestarem, incluem:

 

  • Aumento da sede;
  • Fome exagerada;
  • Fadiga;
  • Perda de peso inexplicável, mesmo comendo muito;
  • Excesso de urina;
  • Disfunção eréctil, no caso dos homens.
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Quais os sintomas da pré-diabetes?

O diagnóstico de pré-diabetes pode ser feito de 2 formas:

 

  • Um teste sanguíneo para avaliar a glicose em jejum. Valores normais ficam entre 70 – 100 mg/dL. Entre 100 e 125 mg/dL, é provável que se esteja perante um caso de pré-diabetes. Acima dos 125 mg/dL, é considerado diabetes.

 

  • O teste da hemoglobina glicada, HbA1c. Este teste mede se as concentrações de glicose no sangue têm sido demasiado elevadas ao longo do tempo.

 

Como a pré-diabetes pode não manifestar sintomas, o melhor é fazer check-ups de saúde anuais. Não só, mas principalmente se tiver algum dos fatores de risco descritos acima. Umas simples análises de rotina podem detetar valores elevados de glicemia em jejum. A partir daí, o médico pode pedir mais testes para confirmar o diagnóstico. A ser verdade, é agir rapidamente para reverter o processo.

Mude de vida, evite a diabetes

Perante um diagnóstico de pré-diabetes, não há que entrar em pânico. Nada está perdido e está literalmente nas suas mãos reescrever o resto desta história. Mude-lhe o final para a história de uma pessoa que adotou hábitos de vida saudáveis e com isso atrasou ou evitou a diabetes tipo 2. Além disso, encare este diagnóstico não como uma sentença, mas como uma oportunidade.

 

Eis o que pode fazer

 

  • Mexa-se mais.

Não precisa de treinar para um triatlo nem uma maratona! Nem de um grande investimento. Procure, sobretudo, atividades que lhe deem prazer e que não sejam um sofrimento. Comece por uma caminhada de 30 minutos, dia sim dia não. À volta do bairro, ao pé do mar ou do rio, num parque ao pé de casa. Vá evoluindo para uma caminhada diária. A dança também é uma excelente opção. Tente levar alguém consigo. Com companhia, tendemos a ser mais «cumpridores». O exercício diminui a glicose no sangue porque os músculos a consomem para obter energia. Além disso, queima gordura e melhora o estado geral de saúde.

 

  • Se tiver excesso de peso ou obesidade, perca peso.

Não precisa de uma perda drástica. Estudos demonstram que uma perda de apenas 5 a 7% do peso total (ou seja 5 a 7kg numa pessoa de 100kg) diminui a probabilidade de desenvolver diabetes em 58%. Procure ajuda de um nutricionista especializado.

 

  • Faça consultas regulares de acompanhamento com o seu médico.

Poderão servir de reforço positivo se estiver a correr tudo bem ou para ir corrigindo pequenos comportamentos e obter ainda melhores resultados.

 

  • Mude a sua alimentação.

Em primeiro lugar, reduza os alimentos açucarados, ultraprocessados, pré-cozinhados e as bebidas refrigerantes. Privilegie vegetais, leguminosas e proteínas naturais. Comida real, «vinda da terra para a mesa». Consuma 3 a 5 peças de fruta por dia. Opte por cereais, farinhas e massas integrais em vez de refinados.

 

  • Não se esqueça de dormir com qualidade.

Tenha um horário regular para ir para a cama e para se levantar, mesmo ao fim de semana. Além disso, não se distraia com ecrãs antes de dormir. Evite a cafeína e bebidas energéticas.

 

  • Peça ajuda para deixar de fumar.

 

  • Beba mais água.

Além de se manter hidratado, a água é essencial para o bom funcionamento das células. E, além disso, ajuda a controlar a glicemia.

 

Dependendo de cada caso, o médico pode ainda prescrever medicação para ajudar a reverter a pré-diabetes. Mas na grande maioria dos casos detetados a tempo, as alterações ao estilo de vida são suficientes para travar o aparecimento da diabetes. A diabetes tipo 2 é quase sempre possível de prevenir. Por isso, perante um diagnóstico de pré-diabetes, não se renda. Fale com o seu médico, procure ajuda de um nutricionista e até de um psicólogo. Mudanças simples na sua alimentação e estilo de vida podem evitar que a doença progrida para um quadro de diabetes tipo 2. Assim sendo, não espere mais para melhorar a sua saúde.

 

Por fim, junte-se à comunidade Diabetes 365º!

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