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Obrigatório controlar: glicemia e menopausa

A menopausa pode aumentar o risco de diabetes tipo 2, por isso o controlo dos níveis de açúcar no sangue ganha uma importância acrescida nessa altura da vida das mulheres.

Cada mulher é um caso, mas a menopausa – período que se segue à idade fértil e que acontece por volta dos 50-55 anos – acarreta algumas mudanças no organismo, já que o ovário deixa de produzir estrogénio e progesterona. Mas será a menopausa um risco acrescido de vir a desenvolver diabetes tipo 2? Sim, e são vários os motivos, todos associados entre si.

 

Após a cessação do período menstrual, «as mulheres passam a ter um metabolismo menos eficiente dos açúcares e maior possibilidade de vir a desenvolver diabetes. Os défices hormonais causados pela menopausa levam a uma diminuição da sensibilidade à insulina, levando a uma resistência a esta hormona característica da pré-diabetes. O aumento da massa gorda que carateriza esta altura da vida da mulher bem como a acumulação de gordura abdominal levam ao aumento da glicemia (açúcar no sangue) e a um aumento da insulina também, gerando um ambiente inflamatório que carateriza a diabetes», explica Teresa Branco, fisiologista na gestão do peso e especialista em saúde e condição física.

 

No que diz respeito às mulheres que já têm diabetes tipo 1 e 2, há que considerar que a doença pode agravar-se. «Muitas vezes, é o que acontece devido à diminuição das hormonas sexuais e outras, ao decréscimo da massa muscular e ao aumento da massa gorda corporal e particularmente a massa gorda abdominal», realça a também autora do livro Quando o Corpo Começa a Mudar (Lua de Papel).

Glicemia e menopausa

A importância de um diagnóstico

 

Os sintomas da menopausa e da diabetes não se confundem. Se, de um lado, temos os afrontamentos, as alterações de humor, de memória e concentração, problemas vaginais, urinários e de sono; do outro, temos o cansaço, necessidade de beber mais água, de urinar com mais frequência e perda de peso rápida sem razão aparente. Contudo, convém lembrar que, na maior parte dos casos, a diabetes é uma doença silenciosa, ou seja, se não forem realizados exames de diagnóstico, pode passar despercebida durante algum tempo.

 

O passo para controlar a diabetes durante a menopausa é, em primeiro lugar, e como realça Teresa Branco, o diagnóstico. «Estas mulheres devem realizar exames de diagnóstico que avaliem a glicemia e a insulina de jejum, bem como avaliar estes mesmos parâmetros depois da ingestão de açúcar. Desta forma, será avaliada a resistência à insulina», acrescenta a especialista.

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Diabetes e menopausa: o que deve saber

Controlo máximo

 

Quando o diagnóstico é positivo, «é importante controlar os níveis hormonais decorrentes da menopausa e utilizar medicação para a diabetes, isto se a dieta e a prática de atividade física, que diminuem a resistência à insulina, não resultarem. O controlo do stresse e a regulação do sono também são importantes para reduzir este distúrbio metabólico», realça a fisiologista. Na menopausa, as mulheres diabéticas «devem ser devidamente medicadas por um médico especialista e devem adequar a sua dieta alimentar à medicação que estão a fazer, ao exercício que praticam e aos valores de glicemia e insulina no sangue.

 

A gestão dos alimentos ricos em hidratos de carbono deve ser realizada de acordo com todos estes parâmetros», refere Teresa Branco. Quem já era diabética anteriormente, muitas vezes, tem de ajustar a medicação que fazia anteriormente e controlar ainda mais os níveis de açúcar no sangue, colesterol e a pressão arterial.

 

Também nesta fase, um estilo de vida saudável é essencial para controlar a diabetes. Portanto, dar primazia aos vegetais, à fruta, à carne branca e peixe, evitando alimentos ricos em açúcar e gorduras saturadas na parte alimentar, praticar atividade física, no mínimo, 30 minutos por dia e não beber álcool são regras a seguir. Mas também já se sabe que escolhas saudáveis são igualmente fundamentais para evitar esta doença em qualquer altura da vida, mesmo na menopausa, porque o risco pode ser maior, mas não é uma sentença.

Cuidados a ter

É diabética e está na menopausa? Saiba ao que deve estar atenta.

 

Mudanças nos níveis de açúcar no sangue

 

O estrogénio e a progesterona afetam a nossa resposta à insulina e, depois da menopausa, como os níveis destas hormonas sofrem alterações, os níveis de açúcar no sangue também mudam mais frequentemente. Quando aqueles ficam fora de controlo, há um maior risco de sofrer das complicações decorrentes da diabetes.

 

Ganho de peso

 

O período de pré-menopausa e a menopausa são alturas em que é normal o aumento de peso e isso requer um ajustamento na medicação para a diabetes.

 

Infeções

 

Mesmo antes da menopausa, níveis de açúcar no sangue elevados aumentam o risco de ter infeções urinárias e vaginais. Com a menopausa, esse risco aumenta porque a queda do estrogénio facilita a entrada de bactérias no trato urinário e na vagina.

 

Problemas de sono

 

Depois da menopausa, os afrontamentos podem mantê-la acordada durante a noite e a privação do sono pode dificultar o controlo dos níveis de açúcar no sangue.

 

Problemas sexuais

 

A diabetes pode danificar os nervos das células que revestem a vagina. Isso pode interferir na excitação e no orgasmo. A secura vaginal, um sintoma comum da menopausa, pode piorar o problema, causando dor durante as relações sexuais.

 

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Fontes

Referências

  • Revista Saber Viver
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