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Prevenir a depressão na diabetes

Descubra a relação entre a depressão e a diabetes.

A depressão é uma doença que afeta cerca de 800 mil Portugueses e apresenta 2 sintomas fundamentais: o humor depressivo (tristeza profunda) e a falta de prazer ou interesse naquilo que habitualmente era fonte de alegria e satisfação. Mas sabe como esta está relacionada com a diabetes?

Prevenir a depressão na diabetes

Entre outros sintomas secundários estão a perda de amor próprio, os sentimentos de culpa excessiva, as dificuldades de concentração e memória, uma indecisão marcada, ideias de querer fazer mal a si próprio, a tendência para o isolamento, a sensação de lentificação ou inquietação, e ainda sintomas físicos como a diminuição ou aumento do apetite e do peso, perturbações do sono, fadiga ou falta de energia.

 

Na depressão, estas alterações têm uma duração de pelo menos 2 semanas, além de terem uma repercussão significativa na vida da pessoa. Isto significa que a depressão vai muito para além da sensação de tristeza: é uma doença que produz sofrimento no dia a dia da pessoa. E, mesmo querendo mudar este estado, pode não o conseguir sem a ajuda de um profissional de saúde.

 

É assim natural que a depressão esteja associada a acontecimentos da vida e hoje sabemos que a frequência da depressão em pessoas com diabetes é quase o dobro em comparação com quem não tem a doença. Provavelmente há outros fatores e acontecimentos que podem espoletar o desenvolvimento de depressão, mas há outro lado que tem que ver com a diabetes e o seu tratamento

 

O «peso» da diabetes na vida das pessoas contribui com uma parte para este aumento e tanto pode estar relacionado com a sobrecarga emocional de lidar com a doença e as suas complicações, como pode estar relacionada com a dificuldade de lidar com outras pessoas – como os técnicos de saúde que dão orientações nem sempre fáceis de cumprir, os amigos e familiares que podem dificultar os autocuidado -, ou ainda com dificuldades técnicas relacionadas com a necessidade de manter os horários, a dieta, os medicamentos ou o esquema da insulina e a vigilância das glicemias.

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Qual a influência da depressão na diabetes?

Quando a depressão surge numa pessoa com diabetes, os seus sintomas podem mimetizar os da diabetes, ou seja, podem surgir mais queixas de fadiga, dificuldades de concentração, alterações do apetite, alterações do sono, sensação de agitação ou lentificação. 

 

Por outro lado, a depressão pode amplificar os sintomas da diabetes, como a fadiga, as alterações da visão, as queixas urinárias, as alterações da sensibilidade no corpo, as tonturas, a sensação de fome ou de sede excessivas, a sonolência ou as dores. No entanto estas queixas podem levar à confusão da pessoa com diabetes, que poderá pensar que a sua diabetes está pior.

 

Como a depressão também atinge a memória e concentração, é natural que haja mais faltas às consultas, mais dificuldade em recordar se os tratamentos foram feitos e quais as doses. Tudo isto está contudo associado à desorganização que a depressão provoca e não a uma falha voluntária nos autocuidados. No entanto, é natural que pareça falta de cuidado à medida que o controlo da glicemia se deteriora.

 

Por outro lado, a depressão favorece o aumento de ingestão de alimentos com maior valor calórico (sobretudo à noite), a falta de motivação para fazer exercício físico e o aumento do consumo de tabaco.

 

Sinais de alarme de depressão em pessoas com diabetes

 

Os sinais de alarme que poderão levar uma pessoa com diabetes pensar que tem uma depressão podem ser de várias origens.

 

Mental

 

  • Humor deprimido;
  • Falta de prazer e de vontade para fazer as coisas do dia a dia ou de se divertir;
  • Tendência ao isolamento;
  • Falta de gosto por si próprio e sentir-se um peso para os outros;
  • Indecisão, desconcentração e esquecimentos. 

 

Por vezes, há que estar atento ao que os outros dizem, pois são eles quem mais reparam nessas mudanças e dão o primeiro alerta. Se estas alterações se prolongam por um período de pelo menos 2 semanas, poderá estar na altura de consultar um médico.

 

Física

 

  • Fadiga;
  • Dores difusas;
  • Alterações do sono ou apetite.

 

Estas queixas podem ser de sintomas pouco claros que não existiam anteriormente ou com tanta intensidade, e que não parecem estar relacionados com o agravamento da diabetes.

 

Tratar a depressão em pessoas com diabetes

 

Se surgirem sinais de alarme, estes devem ser transmitidos à equipa de saúde que acompanha a pessoa com diabetes, para sejam tomadas medidas ajustadas ao seu caso.

 

O tratamento da depressão para quem tem diabetes é semelhante ao de quem não tem a doença, com resultados muito semelhantes. É possível voltar à normalidade na maioria das depressões, sobretudo se forem tratadas no seu início. Esta melhoria tem consequências positivas para a própria diabetes, mas também para procedimentos relacionados com os autocuidados da doença.

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Fontes

Referências

  • Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP)
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