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Roda dos alimentos: uma ajuda na diabetes?

A roda dos alimentos foi pensada e desenvolvida para ajudar as pessoas a alimentarem-se melhor. Apresentada de forma esquemática, alerta para as porções de alimentos que devem ser ingeridas. A portuguesa foi criada em 1977 e revista posteriormente em 2017. Saiba o que recomenda atualmente.

Foi em 1977, no âmbito da campanha de educação alimentar «Saber comer é saber viver», que foi criada a roda dos alimentos portuguesa. Um esquema gráfico pensado e desenvolvido para auxiliar as pessoas a alimentarem-se melhor. De uma forma simples, este círculo com divisórias alerta para as porções de alimentos que devem ser ingeridas. As mudanças sociais e comportamentais que foram surgindo com o passar dos anos, a par da evolução dos conhecimentos que os diversos estudos e avanços científicos foram permitindo, levaram à sua reestruturação em 2017.

A nova roda dos alimentos

A nova roda dos alimentos, uma representação visual que ajuda a escolher e a combinar os ingredientes alimentares que deverão fazer parte da nutrição diária, é composta por 7 grupos de alimentos. As diferentes dimensões das divisórias indicam a proporção de peso com que cada um deles deve estar presente na alimentação quotidiana. Estas são as percentagens que deve procurar garantir diariamente para garantir o equilíbrio nutricional:

 

  • 28% de cereais e derivados e tubérculos
  • 23% de produtos hortícolas
  • 20% de fruta
  • 18% de lacticínios
  • 5% de carne, peixe e ovos
  • 4% de leguminosas
  • 2% de gorduras e óleos

 

No caso dos diabéticos, a roda dos alimentos também se pode revelar uma ajuda preciosa. A alimentação é um dos fatores essenciais do tratamento da diabetes. Representa um desafio para que vive com a doença, pelo que as escolhas que os diabéticos fazem são decisivas. Para além de procurar manter os valores de glicemia no sangue recomendados, o que ingerimos também serve para evitar problemas de saúde que, associados à diabetes, agravam o prognóstico. É o caso da obesidade, da hipertensão e/ou do colesterol alto e dos triglicéridos elevados.

 

As escolhas mais seguras

 

Ao cumprirem as indicações da roda dos alimentos, que à partida lhes garantem uma vida mais sã, os diabéticos devem, todavia, ter várias preocupações. No caso dos cereais e dos tubérculos, que representam mais de um quarto dos ingredientes alimentares a privilegiar quotidianamente, devem dar preferência aos que têm um índice glicémico menor. É o caso da aveia, da farinha de trigo, do farelo de trigo, da cevada, do arroz selvagem, do trigo-sarraceno e da batata doce, mais recomendada do que a batata tradicional.

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Roda dos alimentos: uma ajuda na diabetes?

No caso da fruta, os principais organismos responsáveis pela promoção da saúde, como a Direção-Geral da Saúde (DGS) ou a Organização Mundial da Saúde (OMS), recomendam a sua ingestão diária como parte fundamental de uma alimentação equilibrada. Mas, tal como sucede com os cereais, também aqui há uma que é melhor do que a outra. Mais uma vez, há que evitar os frutos mais calóricos, com um maior índice glicémico maior. É o caso da banana, da uva, do figo, da líchia, da manga e da cereja.Isso não significa que nunca os possa ingerir. O seu consumo deve ser, todavia, moderado.

 

No caso dos laticínios, a filosofia é a mesma. Ainda que possa escolher as opções magras, com 0% de gordura e/ou de açúcar, é preciso ter presente que contêm lactose, o açúcar naturalmente presente no leite.

 

Na carne e no peixe, também é necessário nunca esquecer que, por terem menos gordura prejudicial e um índice glicémico mais baixo, há umas variedades que são melhores do que outras. A sardinha, o carapau, o salmão, o arenque e a cavala, são ricos em ácidos gordos ómega-3, que também beneficiam a saúde cardiovascular, pelo que representam uma escolha mais sã. O frango, o peru e o coelho também figuram na lista de carnes mais aconselhadas. Em contrapartida, a de vaca, de vitela, de porco e de borrego devem ser evitadas.

 

Por fim, junte-se à comunidade Diabetes 365º!

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