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Sinais da diabetes que se veem na pele

A diabetes é uma doença crónica que afeta vários órgãos, incluindo a pele. Hoje mostramos-lhe 5 sinais de alarme a que deve estar atento.

A pele é a nossa primeira barreira de proteção do organismo face ao exterior e é, também, o nosso maior órgão, com cerca de 1,86 m². Além das suas funções protetoras, a pele ajuda a regular e a manter a temperatura corporal, além de nos permitir distinguir entre diferentes sensações. 

 Complicações na pele

As estatísticas mostram-nos que entre 30 a 70% das pessoas com diabetes (tanto diabetes tipo 1, como tipo 2) vão desenvolver uma complicação da doença na pele em algum momento da sua vida. De facto, existem diversas manifestações dermatológicas que têm sido associadas à diabetes e, se algumas são problemas que qualquer pessoa pode ter, outras ocorrem sobretudo, se não apenas, em quem tem diabetes. 

Não raro, o aparecimento de sinais de diabetes na pele está relacionado com o descontrolo glicémico, ou seja, com níveis de açúcar no sangue elevados.

Sinais de descontrolo glicémico

É frequente surgirem quando:

  • Alguém tem diabetes ou pré-diabetes por diagnosticar
  • Há um fraco controlo dos níveis de açúcar no sangue
  • O tratamento para a diabetes necessita de ser ajustado.  

Atenção!

Os sinais de diabetes na pele variam em severidade e extensão, podendo ter implicações que vão desde o desconforto estético até a condições que podem pôr a vida em risco. 

 

Mantenha o controlo glicémico

Níveis de açúcar no sangue elevados tendem a fazer com que a pele fique mais seca e com menos capacidade para lutar contra os microrganismos, o que aumenta o risco de infeções. Se tiver sinais da diabetes na pele que desconhece ou que não consegue tratar, não deixe de consultar um dermatologista para obter o melhor diagnóstico e tratamento para o seu caso. 

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40.

As complicações da diabetes

Reconhecer e tratar os problemas dermatológicos o quanto antes é fundamental para melhorar a qualidade de vida dos doentes e, sobretudo, para evitar a progressão para situações mais graves.

 

De seguida, conheça sinais da diabetes na pele que servem como um alarme de que algo não está bem:

Sinais diabetes que se veem na pele
  • Sinais diabetes que se veem na pele
    sinais diabetes pele

    Necrobiosis lipoidica

    Pode começar por pequenos inchaços na pele que parecem borbulhas e, à medida que progride, transformam-se em manchas inchadas e duras, podendo ter um tom amarelado, avermelhado ou acastanhado.

     

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  • Sinais diabetes que se veem na pele
    sinais diabetes pele

    Acanthosis nigricans

    Provoca muitas vezes zonas de pele mais escura nas dobras do pescoço, axilas ou virilhas. É um forte sinal da presença de diabetes. Normalmente surge em pessoas com excesso de peso.

     

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    sinais diabetes pele

    Dermopatia diabética

    Uma doença comum em pessoas com diabetes, é mais comum em pessoas mais velhas e com longo historial da doença. Apresenta-se como pápulas redondas, opacas e vermelhas que evoluem para máculas castanhas. É natural que se dissipem com o tempo, deixando contudo zonas côncavas e hiperpigmentadas.

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  • Sinais diabetes que se veem na pele

    Xantoma eruptivo

    Quando ocorre, além de um descontrolo glicémico há geralmente um descontrolo nos níveis de colesterol sanguíneos. Consiste em alargamentos na pele firmes e amarelos, semelhantes a ervilhas. Cada alto tem uma auréola vermelha e pode causar comichão. Ocorre com maior frequência nas mãos, pés, braços, pernas e nádegas.

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    Bolhas diabéticas (bullosis diabeticorum)

    Apesar de ser raro, há casos em que as pessoas com diabetes desenvolvem bolhas que podem surgir nos dedos das mãos ou dos pés, nas pernas ou antebraços. São feridas que se assemelham a queimaduras e ocorrem frequentemente em quem tem neuropatia diabética. As bolhas diabéticas são indolores e não apresentam vermelhidão, curando-se sozinhas com o tempo e à medida que os níveis de glicemia voltam ao normal.

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Fontes

Referências

  • American Academy of Dermatology (AAD)
  • Rosan and Yosipovitch, et al 2018
  • American Diabetes Association (ADA)
  • Mendes, Miot and Junior, et al 2018
  • WebMD
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