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A diabetes e o AVC (Acidente Vascular Cerebral)

A diabetes é um fator de risco para sofrer de complicações cardiovasculares, entre elas, o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A diabetes é um fator de risco para sofrer de complicações cardiovasculares, entre elas, o acidente vascular cerebral (AVC). Assim, hoje vamos explicar porque acontecem os AVC e o que podemos fazer para diminuir o risco.

O que é um Acidente Vascular Cerebral (AVC)?

O nosso cérebro é o comandante do nosso corpo. Os vasos sanguíneos que o irrigam fornecem constantemente oxigénio e nutrientes, essenciais para o seu funcionamento. Por isso, quando algum desses vasos sofre um bloqueio, as células cerebrais deixam de receber o seu «alimento» e ficam danificadas, com risco de ser um dano permanente. A este bloqueio dá-se o nome de acidente vascular cerebral (AVC). Um AVC pode ser de 2 tipos:

 

  • AVC isquémico: quando o fluxo de sangue num vaso é interrompido, por exemplo, por uma placa de aterosclerose ou trombo;

 

  • AVC hemorrágico: quando ocorre uma hemorragia cerebral, por exemplo, a rutura de um aneurisma (menos comum).

 

No caso de o acidente durar apenas alguns minutos até poucas horas, denomina-se de Acidente Isquémico Transitório (AIT), no qual o dano das células cerebrais é reversível e não deixa sequelas. No entanto, a ocorrência de um AIT significa um risco acrescido de vir a ter um AVC, pelo que o acompanhamento hospitalar deve ser imediato.

Qual a relação entre a diabetes e o AVC?

A diabetes é uma doença que se caracteriza por uma redução da produção de insulina ou uma insulinorresistência que provoca um estado de hiperglicemia. Com o tempo esse excesso de açúcar vai contribuir para a formação de depósitos de gordura, que estreitam os vasos sanguíneos e assim dificultam a passagem do sangue. A este processo chama-se aterosclerose.

 

Aos depósitos de gordura chamamos de placas ateroscleróticas. Estas «placas» podem soltar-se ou romper, originando a formação de trombos que bloqueiam o fluxo sanguíneo e que podem levar a complicações como o AVC.

 

E por o processo aterosclerótico ser potenciado pela diabetes, as pessoas com a doença são 1,5 vezes mais suscetíveis a sofrer um AVC do que a população em geral. Em Portugal, o AVC continua a ser das principais causas de morte – nesse sentido, é muito importante saber como prevenir e como identificar.

Quais os fatores de risco para um AVC?

Além da diabetes existem outros fatores de risco para a ocorrência de um AVC, como por exemplo:

 

  • História de AIT ou de enfarte;
  • Idade avançada;
  • Fibrilhação auricular;
  • Tensão arterial elevada;
  • Alcoolismo;
  • Tabagismo;
  • Obesidade;
  • Colesterol elevado (nomeadamente o colesterol LDL ou «mau» colesterol);
  • Sedentarismo.
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A relação entre a diabetes e o enfarte

Quanto mais fatores de risco uma pessoa tiver, maior a probabilidade de vir a sofrer um AVC no futuro. Muitos destes fatores incluem hábitos de estilo de vida. Em suma, ao adotar hábitos saudáveis pode diminuir o risco de vir a desenvolver um AVC (e outras complicações vasculares!). Além disso, alguns dos fatores que deve controlar para prevenir um AVC são os mesmos são também importantes para o controlo da diabetes.

E quais são os sintomas?

O AVC, como já explicámos no início, significa que uma certa parte do nosso cérebro deixa de receber oxigénio e nutrientes. Assim, as «ordens» que a zona comanda deixam de ser cumpridas. Por isso, dependendo da região do cérebro que é afetada, o AVC pode ter vários sintomas diferentes, sendo que os mais típicos são:

 

  • Fraqueza ou «adormecimento» da face ou de um dos lados do corpo;
  • Confusão repentina;
  • Dificuldade em falar ou em compreender o que os outros dizem;
  • Tonturas, falta de equilíbrio ou dificuldade em andar;
  • Alterações na visão (por exemplo, visão dupla);
  • Dor de cabeça forte.

 

Acima de tudo, é preciso saber identificar os sintomas de um AVC para saber quando procurar ajuda o mais rápido possível e evitar sequelas graves.

Qual o tratamento?

O tratamento vai depender do tipo: se é hemorrágico ou isquémico. Para ambos, é crucial que a assistência hospitalar seja feita o mais rápido possível para prevenir sequelas. Sempre que houver sintomas que façam suspeitar de um AVC, deve ligar de imediato para o 112.

 

Para casos do tipo isquémico, o tratamento passa, sobretudo, por destruir o trombo quando possível, controlar a tensão arterial e oferecer certos medicamentos, como a aspirina. Por outro lado, no AVC hemorrágico o tratamento mais importante é controlar os valores de tensão arterial.

 

A recuperação após um AVC vai depender de diversos fatores como, por exemplo, o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento, a região do cérebro afetada e o estado geral do indivíduo. Por isso, a fisioterapia e um estilo de vida saudáveis podem ser elementos cruciais para uma boa recuperação.

Como posso diminuir o risco de sofrer um AVC?

Apesar de existirem fatores de risco não modificáveis (como a idade ou a história prévia de AIT), a grande maioria são fatores que podemos alterar com a prática de hábitos saudáveis e cumprimento da medicação prescrita pelo médico (seja para a diabetes, a hipertensão arterial ou o colesterol alto). Para diminuir o risco de ter um AVC, devemos:

 

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As complicações vasculares na diabetes

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Fontes

Referências

  • Chen R, et al, 2016
  • Tang XN, et al, 2017
  • American Diabetes Association (ADA)
  • Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC)
  • Dynamed
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