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Com diabetes posso dar sangue?

Dar sangue pode salvar muitas vidas que dependem da transfusão de sangue. Mas será que ter diabetes significa que não pode dar? Descubra a resposta a essa e a outras questões frequentes.

Certamente terá visto uma das várias campanhas de doação de sangue que vão sendo feitas ano após ano. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), dar sangue é fundamental para garantir que outras pessoas em necessidade possam ter o tratamento de que necessitam. Alguns casos são, por exemplo, mulheres com complicações na gravidez, pessoas com anemia muito severa ou pessoas que sofreram acidentes graves. O tratamento destes e de outros casos depende da solidariedade.

 

Quem é elegível?

 

Segundo o Sistema Nacional de Saúde (SNS) podem dar sangue «todas as pessoas com bom estado de saúde, com hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50 kg e idade compreendida entre os 18 e os 65 anos. Para uma primeira dádiva, o limite de idade é 60 anos». Além disso, «a doação de sangue pode ser feita de 4 em 4 meses pelas mulheres e de 3 em 3 meses pelos homens».

 

Mas será que isso significa que a diabetes ou outras condições de saúde o impedem de aderir a este ato de solidariedade?

Com diabetes posso dar sangue?

Depende. A resposta pode ser sim, desde que os seus valores de glicemia estejam normalizados. Por outro lado, a resposta será não se fizer tratamento com insulina (e, claro se não tiver os valores de glicemia controlados).

 

E se tiver outras condições ou situações além da diabetes?

 

Mais de 65 anos

 

Apesar de na primeira dádiva ter de ter menos de 60 anos, se é um dador recorrente pode fazer a sua doação mesmo após os 65 anos, desde que tenha autorização do serviço de sangue.

 

Gravidez e amamentação

 

Durante a gravidez não poderá dar sangue, podendo apenas fazê-lo 6 meses após o parto. Também no caso da amamentação não é aconselhável, uma vez que «pode reduzir as reservas de ferro e afetar a quantidade deste componente no leite materno». Assim, deverá apenas dar sangue 3 meses após deixar de amamentar ou se a amamentação decorrer num período superior a 12 meses.

 

No entanto, e perante outras situações relacionadas com obstetrícia deverá confirmar com a equipa de saúde.

 

Hipertensão

 

Segundo o Sistema Nacional de Saúde (SNS), a tensão arterial elevada é um fator de risco para a doença cardiovascular, problema esse que pode condicionar a resposta do coração à dádiva de sangue. Para poder dar sangue recomenda-se que os valores de pressão arterial estejam compreendidos entre:

 

  • Máxima (sistólica): igual ou superior a 100mmHg e igual ou inferior a 180mmHg;
  • Mínima (diastólica): igual ou superior a 60mmHg e igual ou inferior a 100mmHg.

 

Após cirurgia

 

Se fez uma pequena cirurgia, poderá fazer a sua doação após 1 semana. No entanto, perante cirurgias mais complexas, se fez uma cirurgia sem complicações e sem não recebeu uma transfusão de sangue poderá dar sangue após 4 meses. Se, contudo, teve complicações como, por exemplo, dificuldades de cicatrização ou reinternamento, deverá aguardar pelo menos 6 meses.

 

Em tratamento para reduzir o colesterol

 

De acordo com o Sistema Nacional de Saúde (SNS), poderá dar sangue mesmo fazendo tratamento para o colesterol, desde que se sinta bem.

 

Em tratamento com antidepressivos

 

Poderá levar a cabo a doação de sangue, desde que se sinta bem e não tenha sintomas associados ao estado depressivo.

 

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Cuidados a ter antes e após doar sangue

Tendo confirmado que é um dos perfis elegíveis para poder fazer a doação de sangue deverá ter os seguintes cuidados antes de se dirigir ao centro de colheita:

 

  • Hidrate-se com líquidos como água ou chá no dia anterior e no próprio dia;
  • Evite grandes períodos de exposição solar;
  • Tome o pequeno almoço se der sangue no período da manhã;
  • Se der sangue após o almoço, aguarde 3 horas para completar a digestão.

 

E, após a doação, é preciso manter os cuidados. Deverá:

 

  • Continuar a hidratação;
  • Evitar grande períodos de exposição solar;
  • Adiar o exercício físico.

 

A doação e a COVID-19

Naturalmente em tempos de pandemia a doação de sangue deve ser feita com cuidados acrescidos. Se tem sintomas que sejam indicativos da COVID-19 não poderá fazer a sua doação de sangue.

 

No entanto, estão em prática medidas de segurança reforçadas para garantir a proteção de todos, bem como para assegurar que continuamos a ter reservas de sangue disponíveis para tratar quem mais precisa.

 

Medidas de segurança adicionais

 

De acordo com o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), as medidas preventivas são:

 

  • Reforço na pesquisa de antecedentes, nas questões relacionadas com as viagens a áreas / regiões com surto ou transmissão comunitária ativa;

 

  • Adiamento das dádivas de dadores de sangue por 28 dias após possível exposição / contacto com caso confirmado de COVID-19 e após viagem para áreas ou regiões com transmissão comunitária ativa;

 

  • Adiamento de dádivas de dadores com casos confirmados de SARS-CoV-2 por 28 dias após a resolução dos sintomas e a conclusão da terapia.

 

Referências
  • Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST)

  • Sistema Nacional de Saúde (SNS)

  • Organização Mundial de Saúde (OMS)

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