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Diabulimia: 5 factos a saber sobre este distúrbio alimentar

Sabia que a diabulimia é um distúrbio alimentar específico da diabetes tipo 1? Descubra 5 factos sobre este problema que podem ajudar a identificá-lo e a tratá-lo.

Seguir uma alimentação cuidada é um dos pilares fundamentais do tratamento da diabetes. O foco constante no peso e na dieta, em conjunto com a ansiedade de lidar com uma doença crónica, podem, também, fazer com que as pessoas com diabetes tenham maior propensão para desenvolver distúrbios alimentares. Um exemplo é o caso da diabulimia, um termo usado para denominar um tipo de distúrbio alimentar em pessoas com diabetes tipo 1.

5 factos a saber sobre a diabulimia

 

1. A diabulimia é caracterizada pela limitação do uso de insulina em pessoas com diabetes tipo 1, com o objetivo de perder ou controlar o seu peso.

 

A omissão do uso de insulina conduz a perda de peso, uma vez que a glucose é excretada pela urina e não é armazenada como gordura. O doente ganha uma sensação de controlo sobre o seu corpo, o que o pode incentivar a prosseguir este tipo de comportamento. Contudo, quando volta a seguir o regime de tratamento correto, volta a ganhar o peso que perdeu, o que pode reforçar a prática de omissão/restrição do uso de insulina.

 

2. Os adolescentes têm um risco superior de desenvolver um distúrbio alimentar.

 

Sabe-se que a maioria dos casos de diabetes tipo 1 é diagnosticada em crianças com idades entre os 9 e os 14 anos. Sabe-se ainda que entre os 13 e os 17 anos existe um risco superior de desenvolver um distúrbio alimentar.

 

Durante a adolescência ocorrem um conjunto de alterações psicológicas, muitas envolvendo as alterações corporais próprias desta idade. Os jovens, em especial do sexo feminino, preocupam-se particularmente com o aspeto físico.

 

A somar a estes fatores, o diagnóstico de diabetes tipo 1 pode levar a uma preocupação constante com o peso e alimentação. E lidar com uma doença crónica pode fragilizar a saúde mental e propiciar ao desenvolvimento de um distúrbio alimentar. Assim, nesta faixa etária é fundamental ter uma atenção redobrada para detetar casos de diabulimia.

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3. O sexo feminino tem uma maior tendência de vir a sofrer de um distúrbio alimentar.

 

As mulheres com diabetes tipo 1 têm o dobro da probabilidade de desenvolver um distúrbio alimentar em comparação com as mulheres sem a doença. Estima-se uma prevalência de 31 a 40 % em idades entre os 15 e os 39 anos.

 

Alguns dados também sugerem que a restrição de insulina pode aumentar em 3 vezes o risco de mortalidade na mulher. Contudo, os homens em idades jovens não são também indiferentes a este problema: cerca de 1 em cada 10 tomam menos insulina para perder peso.

 

4. Uma pessoa com diabetes tipo 1 e com um distúrbio alimentar tem uma maior probabilidade de ter um controlo glicémico pouco satisfatório.

 

Pessoas com diabetes tipo 1 e um distúrbio alimentar têm valores de glicemia mais instáveis, episódios de cetoacidose mais frequentes, e igualmente, uma maior probabilidade de desenvolver complicações físicas (retinopatia, nefropatia, neuropatia) e um risco superior de mortalidade precoce.

 

5. É possível quebrar o círculo vicioso de não tomar insulina.

 

Com o apoio certo, o doente com diabulimia poderá ultrapassar esta situação e encontrar uma relação saudável com a alimentação, apesar dos desafios que o tratamento da diabetes tipo 1 impõem.

 

Frequentemente, o tratamento passará por encorajar uma visão mais «relaxada» da alimentação, o que entrará em conflito com toda a informação sobre a dieta que o doente tem vindo a receber desde o diagnóstico. A ajuda de uma equipa multidisciplinar de especialistas, que incluem o doente em todas as decisões sobre o tratamento, é fundamental para o sucesso da recuperação.

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Fontes

Referências

  • Chelvanayagam S e James J, 2018
  • Kınık MF et al, 2017
  • National Eating Disorders Association (NEDA)
  • Diabetes UK
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