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Explicador: Da neuropatia ao pé diabético

O pé diabético pode ser um dos problemas mais graves com que um diabético tem de lidar. Nesta primeira parte do nosso novo Explicador pomos a nu o problema, da neuropatia à doença venosa.

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Hoje iniciamos um novo Explicador. Desta vez, sobre o Pé Diabético. Nesta parte 1, o Dr. Rui Carvalho, endocrinologista e especialista neste problema, conta-nos melhor a forma como, da neuropatia diabética (uma consequência comum, mas grave, da diabetes) surge o pé diabético e os problemas associados a essa descoberta.

Antes de mais: relembrar a neuropatia diabética

A complicação mais frequente da diabetes é, de facto, a neuropatia diabética. Surge porque, como sabemos, a glicemia (quantidade de açúcar no sangue) está aumentada durante anos a fio nos doentes diabéticos. Isto afeta os nervos, que ficam lesionados na estrutura que os envolve. Quanto os nervos não funcionam normalmente, a nossa sensibilidade nas pernas e pés, por exemplo, deixa de existir. Ou fica profundamente alterada.

 

Prevenção da neuropatia diabética

 

Controlar a diabetes é a melhor forma de prevenir a neuropatia. As medidas são as que todos já conhecemos e envolvem melhorias no estilo de vida (alimentação, exercício físico, mas principalmente a redução do consumo de álcool), um bom controlo glicémico e, claro, aderir sempre à terapêutica recomendada pelo seu médico.

 

Sinais a que estar atento

 

Alguns sinais são bastante óbvios ainda que muitas vezes sejam desvalorizados:  alterações de sensibilidade e formigueiros são relevantes; mais do que isso é o chamado «silêncio» – isto é, aquilo que não se sente, e que pode dar origem a uma falta de sensibilidade tal que leva o doente a não sentir uma dor que não é normal, por exemplo. E, naturalmente, a negligenciá-la.

O que tem o pé diabético a ver com isto?

Quando a lesão dos nervos faz com que deixe de se ter sensibilidade, há feridas ou cortes que podem ser feitos sem que o doente note. Abaixo do tornozelo, dizemos que são úlceras (como se chamam) do pé diabético. Muitas vezes, estas úlceras aparecem em pessoas que têm doença arterial periférica. Isto é, as artérias da perna estão já obstruídas por uma doença chamada aterosclerose (gordura que se acumula no interior dessas artérias e faz com que o sangue não corre tão eficazmente).

 

As feridas existentes são então de difícil cicatrização (o sangue não está a chegar ao local, pelo que o processo não decorre normalmente) o que só as torna muito mais complicadas – e crónicas! Uma ferida crónica é, infelizmente, passível de resultar numa amputação.

Quando devo consultar um médico

De forma simples: logo que sinta algo anormal nos seus pés! Principalmente quando tem uma ferida, que nunca deve ser desprezada. O médico poderá então, através de um conjunto de testes simples, identificar o problema. E guiá-lo no sentido da solução mais conveniente. A prevenção das amputações começa aqui.

 

Entretanto, veja o vídeo para ter acesso às explicações bem esclarecedores do Dr. Rui Carvalho. E para, assim, começar já a ter cuidados redobrados com os seus pés. A parte 2 será publicada posteriormente.

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89.

Pé diabético: uma complicação comum da diabetes

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