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O diagnóstico da diabetes

Saiba como se faz o diagnóstico da diabetes e como fazer uma primeira interpretação dos resultados.

Quando falamos em diagnóstico da diabetes é importante perceber que há várias fontes relevantes que se podem e devem consultar. Ainda assim, as principais entidades e organizações europeias, uma das quais a nossa Direção-Geral de Saúde (DGS), baseiam-se nas orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Lembre-se de que o seu médico é a sua principal referência na hora de receber o diagnóstico, pois só ele conhece a extensão do seu caso, as suas características pessoas e outros problemas de saúde.

A hemoglobina glicada (HbA1c) – um critério revolucionário

A hemoglobina glicada, inicialmente identificada como uma hemoglobina diferente em doentes diabéticos com mais de 40 anos, começou a ser correlacionado com as medições de glicose há já algum tempo. Nos anos 80, a sua utilização nos critérios de diagnóstico massificou-se por ser, efetivamente, uma medição extremamente exata do controlo glicémico.

 

Ainda assim, só partir de 2011, depois de uma recomendação feita pela American Diabetes Association (ADA), a que se juntaram peritos da European Association for the Study of Diabetes (EASD) e da International Diabetes Federation (IDF), que a OMS reviu as suas recomendações para o diagnóstico, de modo a que este critério passasse a constar, e com lugar de destaque.

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O diagnóstico da diabetes

Os critérios de diagnóstico da Direção-Geral de Saúde (DGS) – e da OMS também

Para se fazer o diagnóstico da diabetes, terá de fazer uma análise ao sangue e, naturalmente, cabe a um médio interpretar esses valores e fazer o diagnóstico, ainda que outros profissionais de saúde o possam aconselhar a tomar medidas adicionais.

 

O diagnóstico da diabetes é feito através dos seguintes parâmetros e valores:

a)    Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL (ou ≥ 7,0 mmol/L).

b)    Hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5 %.

c)    Sintomas clássicos + Glicemia medida ocasionalmente ≥ 200 mg/dL (ou ≥ 11,1 mmol/L).

d)   Glicemia ≥ 200 mg/dL (ou ≥ 11,1 mmol/L) às 2 horas, na prova de tolerância à glicose oral (PTGO) com 75 g de glicose.

 

Mas atenção a alguns pormenores: 

Quando não há sintomas, o diagnóstico não deve ser realizado com base em apenas 1 valor anormal de glicemia de jejum ou de HbA1c, devendo ser confirmado numa segunda análise, após 1 a 2 semanas.

 

Geralmente, se houver um valor alterado de glicemia em jejum e de HbA1c, em simultâneo, e se estiverem ambos dentro dos valores de diagnóstico acima mencionados, o diagnóstico fica praticamente confirmado.

 

No momento em que qualquer médico confirme o diagnóstico de diabetes obriga-se à emissão de receita com prescrição do «Guia da Pessoa com Diabetes».

 

Além do diagnóstico, a interpretação dos parâmetros e sintomas para clarificar o tipo de diabetes em causa, bem como as medidas a tomar, fica sempre ao cargo do médico.

 

Fontes

Referências

  • DireçãoGeral de Saúde (DGS)
  • Organização Mundial de Saúde (OMS)
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