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O que são as gorduras hidrogenadas?

Na diabetes, em que a obesidade (ou mesmo o excesso de peso) é uma preocupação dos doentes, estas gorduras são inimigas a evitar.

Há vários tipos de gorduras, tendo com conta a sua estrutura química e a sua proveniência, sendo as gorduras hidrogenadas apenas um tipo. No contexto de uma alimentação saudável, as gorduras provenientes de diferentes alimentos são essenciais ao bom funcionamento do organismo. E, quando consumidas nas proporções recomendadas (não excedendo os 30% do valor energético diário), são bem toleradas e têm diversos efeitos benéficos.

Tipos de gorduras

De forma simples, há uma divisão interessante na classificação das gorduras que ajuda à sua compreensão:

 

  • Gorduras mono e polinsaturadas – sendo o azeite um exemplo de uma gordura monoinsaturada e os ómegas 3 e 6 um tipo de gordura polinsaturada. No primeiro caso, estamos perante o tipo de gorduras que o nosso organismo melhor tolera, estando o seu consumo associado a inúmeros benefícios. Por outro lado, no segundo caso, estamos perante gorduras consideradas essenciais, porque o nosso organismo não as consegue sintetizar a partir de outras substâncias.

 

  • Gorduras hidrogenadas e gorduras trans

As gorduras hidrogenadas

As gorduras hidrogenadas passaram por um processo químico que, como o próprio nome indica, permitiu adicionar hidrogénio à sua composição. Por um processo natural ou artificial, os átomos de carbono que as compõe reagem com esse hidrogénio e perdem as ligações livres. Ora, se possuíam ligações livres, e por algum motivo deixam de as ter, passam de gorduras mono ou polinsaturadas a saturadas. As gorduras más!

 

Isto acontece muito na indústria alimentar (o processo de obtenção de margarinas, e outras gorduras para barrar de origem vegetal, é o da hidrogenação de óleos vegetais, por exemplo). Com este processo pretende-se, sobretudo, obter uma gordura consistente e macia que é mais fácil de usar na produção alimentar.

 

Além disso, esta gordura também parece aumentar o tempo de vida dos alimentos onde se insere e atribui-lhes um sabor apreciado pelos consumidores.

 

Os alimentos muito processados industrialmente são habitualmente ricos em gordura hidrogenada como, por exemplo:

 

  • Pão de forma de produção industrial;
  • Bolachas e biscoitos;
  • Fast-food, refeições congeladas e embaladas;
  • Batatas fritas de pacote;
  • Aperitivos e snacks de chocolate;
  • Alguns cereais de pequeno-almoço;
  • Produtos de pastelaria e confeitaria e bolos embalados;
  • Alguns gelados.

 

O problema da hidrogenção: as gorduras trans

 

O problema desta hidrogenação é que ela faz com que algumas vezes se formem, como resultado, as chamadas gorduras trans (que a bem dizer também se formam de outras formas). Estas são muito prejudiciais à saúde (mais ainda do que a uma gordura simplesmente saturada), porque aumentam os níveis de «mau» colesterol e triglicerídeos, e diminuem os de «bom» colesterol.

Ter atenção aos rótulos

Assim sendo, nos rótulos esteja atento:

 

  • %VDR elevadas significam que o alimento apresenta grande quantidade de gordura saturada em relação às necessidades diárias de 2000 kcal;
  • Por outro lado, escolha alimentos isentos ou com quantidades insignificantes (menos de 1 %) de gorduras trans.
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183.

Ómega-3: a gordura que tem (mesmo) de comer

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Fontes

Referências

  • Divisão de Promoção e Educação para a Saúde (DGSP)
  • American Diabetes Association (ADA)
  • Associação Portuguesa dos Nutricionista (APN)
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