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Reconhecer os sintomas de distúrbio da alimentação

Distúrbios alimentares e diabetes: sim, estão relacionados. Como podemos reconhecê-los? Quais os sintomas? Vamos descobrir.

Os sintomas de distúrbio da alimentação são, como o nome indica, fruto de distúrbios alimentares. Estes, são um conjunto de doenças caracterizadas por comportamentos alimentares fruto de preocupação excessiva com o corpo e o peso, com consequências graves para a saúde física e mental.

 

Os mais comuns são a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e o transtorno de compulsão alimentar. Hoje iremos falar de como os identificar, bem como da sua relação com a diabetes.

Qual a relação entre diabetes e sintomas de distúrbio da alimentação?

Uma dieta cuidada e equilibrada é essencial no tratamento da diabetes. Desta forma, a diabetes e a alimentação são dois conceitos indissociáveis. Como tal, não é de admirar que exista uma relação entre diabetes e sintomas de distúrbio da alimentação, principalmente pelo papel de destaque que a comida representa no controlo da doença.

 

Na população geral, as mulheres possuem uma maior tendência a sofrer de transtornos alimentares, consequência dos padrões de beleza socialmente aceites. A Associação Americana de Diabetes afirma que as mulheres com diabetes tipo 1 possuem um risco duas vezes maior de desenvolver transtornos alimentares do que as mulheres no geral.

Distúrbios alimentares: como identificar?

Como dissemos no início, os distúrbios alimentares manifestam-se através de uma relação não saudável com a comida, que pode ser fatal. Todos eles implicam uma preocupação excessiva com a alimentação, o peso e a forma corporal. Normalmente, uma pessoa com um distúrbio alimentar tem uma perceção errada do seu próprio corpo. Isto leva a um ciclo vicioso, muitas vezes incontrolável, que necessita de acompanhamento especializado. Existem profissionais de saúde especialistas nesta área da saúde mental, aos quais devemos recorrer sempre que existe suspeita de existir um distúrbio alimentar.

 

Anorexia nervosa

 

A anorexia nervosa é caracterizada pelo medo obsessivo em aumentar de peso. As pessoas com anorexia nervosa fazem uma restrição excessiva daquilo que comem, levando à perda de peso em excesso.

 

Bulimia nervosa

 

Na bulimia nervosa, a pessoa não faz restrição alimentar mas, depois, tem comportamentos purgatórios, que podem variar entre vomitar a refeição, realizar exercício físico excessivo ou tomar laxantes. Na diabetes, um dos comportamentos pode também ser a omissão ou redução da dose de insulina, já que esta leva a perda de peso. Existe até um nome específico para este comportamento: «diabulimia». Infelizmente é bastante comum, já que até um terço de mulheres com diabetes tipo 1 já fez omissão de doses de insulina com intuito de perder peso.

 

Transtorno de compulsão alimentar

 

Neste transtorno, existe o «binge-eating», expressão inglesa para a compulsão alimentar. Significam períodos em que ocorre ingestão de alimentos descontroladamente, mas, ao contrário da bulimia, não existem comportamentos purgatórios. Ao invés, podem ocorrer períodos prolongados de jejum após o episódio compulsivo ou dietas para compensar.

 

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A diabetes e os distúrbios da alimentação

Sinais de alarme

Sofrer de um transtorno alimentar pode também significar um episódio depressivo e lidar com vários sentimentos negativos, o que faz com que seja difícil a procura de ajuda. Está muitas vezes acompanhado de sentimentos de negação por parte de quem sofre. Consequentemente, nem sempre é fácil identificar um distúrbio alimentar, não só para a pessoa afetada, como para os pares. No entanto, existem sinais de alerta que nos ajudam a reconhecer:

 

  • preocupação excessiva com a alimentação e o peso;
  • perda de peso;
  • comportamentos obsessivos com o exercício;
  • halitose (mau hálito);
  • evicção de eventos sociais (por exemplo, deixar de ir jantar fora);
  • refeições com baixo valor calórico;
  • ausência de menstruação.

 

Na diabetes, destacamos sinais de alarme em particular, para além dos já referidos:

 

  • aumento inexplicável da hemoglobina glicada ou A1c (análise utilizada no controlo da diabetes, e o seu aumento pode significar omissão de doses de insulina);
  • episódios repetidos de cetoacidose diabética (que ocorre devido a níveis muito altos de açúcar no sangue);
  • hipoglicemias por exercício excessivo.

 

A identificação de transtornos alimentares é essencial para um tratamento atempado e adequado. Podem trazer graves consequências para a saúde e em pessoas com diabetes não é exceção. Se sente que a sua relação com a comida não é saudável, ou suspeita que um familiar seu possa ter um transtorno alimentar, consulte um médico. O seu médico assistente (de família ou endocrinologista), psiquiatra ou psicólogo poderão ajudá-lo. O tratamento passa por terapia cognitivo-comportamental e, por vezes, medicação.

 

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Referências
  • American Diabetes Association (ADA)

  • Diabetes UK

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