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Será que a diabetes se relaciona com a andropausa?

Certamente já terá ouvido falar da menopausa, mas a versão masculina, a andropausa, é muito menos falada. Hoje vamos à descoberta: será que se relaciona de alguma forma com a diabetes?

Chamam-lhe menopausa masculina ou síndrome de deficiência androgénica já que está associada ao processo natural de envelhecimento do homem. A andropausa resulta de uma diminuição significativa dos níveis de testosterona, uma hormona masculina, à medida que a idade avança.

 

Apesar de serem ambos caracterizados por uma diminuição da produção de hormonas sexuais, menopausa e andropausa são processos fisiológicos muito diferentes. Na andropausa, os níveis de testosterona sofrem uma redução mais gradual. Por outro lado, nas mulheres a alteração dos níveis hormonais ocorre de forma mais brusca. Por ser um processo lento e prolongado no tempo, alguns homens podem nem se aperceber de que se encontram nesta fase.

 

International Society for Sexual Medicine (ISSM), explica que os níveis de testosterona vão diminuindo 1% por ano, a partir dos 30 anos, e que este é um processo que se prolonga por vários anos. A mesma organização alerta, no entanto, para o facto de esta diminuição não se traduzir, necessariamente, em infertilidade. Garante, mesmo que um homem poderá conseguir ter filhos até uma idade avançada e, quando saudável, produzir esperma até depois dos 80 anos.

Os sintomas da andropausa

Embora nem todos os homens apresentem sintomas associados à andropausa, é por volta do final dos 40 anos ou no início dos 50 que estes se podem manifestar. No entanto, o Hospital Dr. Fernando Fonseca recorda a importância de estar atento aos exames clínicos. Afinal, muitos dos sintomas são semelhantes aos de outras doenças e indicadores de simples envelhecimento.

 

Os sintomas mais associados à andropausa são:

 

  • Diminuição ou perda do desejo sexual;
  • Redução da capacidade de ereção;
  • Ausência de ereções espontâneas matinais ou noturnas;
  • Redução do tamanho dos testículos;
  • Inchaço das mamas (ginecomastia);
  • Falta de energia, cansaço excessivo e mudanças de humor (irritabilidade, angústia, tristeza frequente);
  • Suores e ondas de calor;
  • Perda de massa óssea e muscular;
  • Dificuldade de concentração e problemas de memória;
  • Alterações do tecido adiposo, com maior concentração de gordura na zona abdominal;
  • Pele seca;
  • Anemia;
  • Queda de cabelo e/ou crescimento reduzido da barba e redução dos pelos do corpo

 

A diminuição dos níveis de testosterona pode ainda ter impacto na qualidade do sono através de insónias ou maior sonolência.

Diabetes e andropausa, qual a relação?

Doenças como a diabetes, a obesidade e doenças metabólicas como o colesterol elevado, gordura no fígado e osteoporose, podem aumentar as hipóteses de desenvolver andropausa. São ainda causas frequentes o tabagismo e a ingestão continuada de bebidas alcoólicas.

 

Os especialistas defendem que os seus sintomas podem ser aliviados ou diminuídos com alguns cuidados como é o caso de uma dieta equilibrada. A prática de exercícios de forma controlada e a manutenção de uma vida sexual ativa podem, também, ajudar os níveis de testosterona a voltarem ao normal.

 

A reposição hormonal pode ser aplicada em alguns casos mas o The Center for Diabetes and Endocrine Care adverte que as pessoas com diabetes e doenças cardiovasculares precisarão de tratamento adequado para a condição de saúde que lhes está subjacente mas sublinha que o controle dos níveis de glicose no sangue parece reduzir os sintomas.

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181.

O impacto da diabetes na disfunção sexual

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Referências
  • International Society for Sexual Medicine

  • The Center for Diabetes and Endocrine Care

  • Hospital Dr. Fernando Fonseca

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