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O que é a dermopatia diabética?

Sabemos que a diabetes está relacionada com problemas na pele, sendo o mais frequente a dermopatia diabética. Hoje, vamos falar sobre esta manifestação da diabetes.

A diabetes pode provocar alterações na nossa pele. Na diabetes que não está controlada, a glicose acumula-se no sangue (hiperglicemia) e danifica não só as células da pele, mas também dos vasos sanguíneos e nervos que as irrigam. As lesões desses pequenos vasos são chamadas de complicações microvasculares e, as dos nervos, são chamadas de neuropatia. Todos esses fatores vão contribuir para um desequilíbrio na pele, causando alterações que merecem toda a nossa atenção. Falemos um pouco mais sobre uma delas: a dermopatia diabética.

O que é a dermopatia diabética?

É a manifestação da pele mais frequente na diabetes e afeta principalmente indivíduos cuja doença já existe há muito tempo. Como tal, aparece mais em pessoas com idade superior a 50 anos e atinge mais os homens do que as mulheres. Consiste em pequenas lesões acastanhadas (normalmente com 1 cm de diâmetro), parecidas a cicatrizes e arredondadas. Ocorrem com mais frequência nas pernas, principalmente abaixo do joelho, apesar de poderem aparecer nos cotovelos, tronco e abdómen.

 

A dermopatia diabética não é dolorosa e não costuma causar comichão nem outros sintomas. Por esse motivo, é muitas vezes desvalorizada.

Qual a causa da dermopatia diabética?

O porquê da dermopatia diabética acontecer não está totalmente esclarecido aos olhos da ciência atual. No entanto, é sabido, como referimos no início do artigo, que se relaciona com complicações microvasculares (isto é, com os pequenos vasos sanguíneos do nosso corpo que estão danificados na diabetes). Acredita-se que pequenos traumas na pele, associados a esse estado inflamatório nos pequenos vasos sanguíneos, causam as lesões acastanhadas típicas deste problema.

 

Está provada a relação da dermopatia diabética com outras complicações que podem surgir na diabetes, nomeadamente lesões nos rins, olhos e nervos. Para além disto, a dermopatia diabética parece também estar associada à existência de doença cardiovascular. Isto significa que, ao ser feito o diagnóstico de dermopatia diabética, deve ser explorada a existência de outras possíveis complicações.

 

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As complicações da diabetes

Como tratar a dermopatia diabética?

As lesões podem desaparecer espontaneamente e o controlo adequado dos níveis de açúcar no sangue é essencial para que isso aconteça. No entanto, é importante referir que podem nunca regredir por completo. O que acontece é que perdem o seu aspeto de «cicatriz», mas mantêm a tonalidade acastanhada.

 

Em conclusão, devemos saber que:

  • A dermopatia diabética é a manifestação da pele mais frequente e consiste em pequenas lesões acastanhadas, com aspeto de cicatriz;
  • Parece estar associada com pequenos traumas e com o facto dos pequenos vasos sanguíneos não estarem 100% saudáveis;
  • Podem desaparecer espontaneamente, apesar de em certos casos permanecerem indefinidamente;
  • É essencial um bom controlo da doença, que implica o cumprimento das orientações do médico, uma dieta controlada, exercício físico e controlo do peso.

 

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Fontes

Referências

  • Dynamed
  • Mendes AL, et al, 2017
  • ScienceDirect
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